A Encantadora Beleza de Deus

Por David Langness.

 


Ó FILHO DO HOMEM!


Não retires o Meu belo manto, nem abdiques da tua parte na Minha fonte maravilhosa, para que nunca mais tenhas sede.



Ó FILHO DO SER!


Segue nas Minhas leis, por amor a Mim, e nega a ti próprio o que desejas, se procuras o Meu prazer.



Ó FILHO DO HOMEM!


Não negligencies os Meus mandamentos, se amas a Minha beleza, nem te esqueças dos Meus conselhos, se quiseres alcançar a Minha complacência.
(Bahá’u’lláh, As Palavras Ocultas, do árabe, #37, #38, #39)

Já alguma vez estiveram numa floresta de sequoias? Já subiram ao topo de uma montanha? Já caminharam no vale de Yosemite? Já voaram sobre o enorme oceano? Alguma vez encontraram um magnífico animal em repouso, viram uma baleia a nadar, ou um colibri iridescente a pairar?

Quem já teve uma destas experiências, ou qualquer outra coisa espetacular, inspiradora ou encantadora na natureza, então encontrou a beleza de Deus. Criado a partir de uma combinação perfeita de poeira das estrelas, do vento interestelar e dos gases que giram pelo universo, o nosso sol, esta terra encantadora e tudo o que nela existe vem de um Criador.

As escrituras Bahá’ís dizem-nos que Deus, o Criador, fez este reino físico:


Todo o louvor à unidade de Deus e toda a honra a Ele, o Senhor soberano, o Governante incomparável e todo glorioso do universo, Que do nada absoluto criou a realidade de todas as coisas, Que do nada trouxe para a existência os mais refinados e subtis elementos da Sua criação… (Gleanings from the Writings of Baha’u’llah, XXVII)

As escrituras Bahá’ís também nos dizem que o Criador incutiu um sinal do Seu conhecimento em todas as coisas:


Da fonte enaltecida e da essência da Sua graça e generosidade, Ele confiou a cada coisa criada um sinal do Seu conhecimento, de modo que nenhuma das Suas criaturas pudesse ser privada de expressar a sua parte desse conhecimento, cada uma de acordo com a sua capacidade e condição. Este sinal é o espelho da Sua beleza no mundo da criação. (Gleanings from the Writings of Baha’u’llah, CXXIV)

Todo o esplendor avassalador que podemos ver num magnífico pôr-do-sol, numa cordilheira acidentada ou nas misteriosas profundezas do oceano, diz Bahá’u’lláh, reflecte a “beleza de Deus no mundo da criação“.

Estas três citações das Palavras Ocultas focam-se no amor a essa beleza inspiradora e na sua fonte.

Os Bahá’ís acreditam que o mundo físico apenas reflecte vagamente a verdadeira beleza espiritual do seu Criador. Ainda mais importante, os ensinamentos Bahá’ís dizem que o propósito de toda a beleza da criação física é o “conhecimento Daquele que é a Verdade Eterna”:


…quando as almas santificadas rompem os véus de todos os apegos terrenos e condições mundanas, e se apressam para o estado de contemplação da beleza da Presença Divina, e recebem a honra de reconhecer o Manifestante, e são capazes de testemunhar o esplendor do Mais Grandioso Sinal de Deus nos seus corações, então o propósito da criação, que é o conhecimento d’Aquele que é a Verdade Eterna, torna-se manifesto. (Baha’u’llah, The Kitab-i-Aqdas, p. 176)

Assim, na próxima vez que virem uma cena natural maravilhosa, cativante e inspiradora, lembrem-se do seu propósito – reflectir o conhecimento e a beleza de Deus.


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Texto original: Loving God’s Beauty (www.bahaiteachings.org)

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David Langness é jornalista e crítico de literatura na revista Paste. É também editor e autor do site www.bahaiteachings.org. Vive em Sierra Foothills, California, EUA.


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